UBS e Jane Street apostam na Hyperliquid: 75 milhões de dólares em ETF HYPE
UBS e Jane Street expõem-se à Hyperliquid via ETF HYPE. Segundo a Bloomberg, várias instituições acumulam já 75 milhões de dólares neste protocolo DeFi.
UBS e Jane Street expõem-se à Hyperliquid via ETF HYPE. Segundo a Bloomberg, várias instituições acumulam já 75 milhões de dólares neste protocolo DeFi.
Gigantes das finanças tradicionais estão a posicionar-se discretamente na Hyperliquid através de produtos estruturados. Segundo a Bloomberg, várias firmas de referência acumulam já 75 milhões de dólares em ETF indexados ao token HYPE.
Este posicionamento institucional num protocolo DeFi nativo representa uma etapa significativa na adoção de ativos descentralizados pelos intervenientes mais conservadores do setor financeiro.
Quem são estes investidores, quanto detêm, e o que revela este movimento sobre o apetite institucional pela DeFi em 2025?
De acordo com os dados compilados pela Bloomberg, várias instituições financeiras de grande dimensão figuram entre os detentores de ETF expostos ao token HYPE da Hyperliquid. Entre elas, a UBS e a Jane Street — dois nomes que incarnam, respetivamente, a banca privada suíça e o market making algorítmico de alto nível.
O maior detentor identificado não é, contudo, americano nem europeu: trata-se da Wealth High Governance Asset Management, uma gestora de ativos brasileira. A firma detinha cerca de 24 milhões de dólares em participações do fundo HYPE da 21Shares no final de junho, tornando-se assim o principal acionista institucional deste produto. Este posicionamento a partir da América Latina ilustra uma tendência mais ampla: os mercados emergentes estão a adotar os ETF cripto com uma agressividade que as praças ocidentais ainda têm dificuldade em igualar.
No total, o conjunto das firmas identificadas pela Bloomberg acumula 75 milhões de dólares de exposição aos ETF HYPE. Um valor ainda modesto à escala dos mercados institucionais, mas simbolicamente expressivo para um protocolo DeFi com apenas alguns anos de existência.
A Hyperliquid afirmou-se como um dos protocolos DeFi mais performantes do ciclo atual. O seu DEX on-chain de negociação de perpétuos gera volumes que rivalizam com algumas plataformas centralizadas, e o seu token HYPE captou a atenção muito além dos círculos cripto nativos.
O interesse da Jane Street — firma conhecida pelo seu papel de market maker nos ETF de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos — por um produto HYPE não é trivial. Sugere que a firma reconhece neste token liquidez e profundidade de mercado suficientes para justificar uma exposição estruturada. Para a UBS, a entrada via um ETF regulamentado (o da 21Shares) permite contornar as restrições à detenção direta de ativos digitais, captando simultaneamente o beta do setor DeFi.
Este tipo de veículo — o ETF cripto cotado em bolsa — continua a ser o canal preferencial dos institucionais para aceder a ativos voláteis sem terem de gerir a custódia. O sucesso do fundo HYPE da 21Shares confirma que a procura existe, inclusive para tokens além do Bitcoin e do Ethereum.
A entrada da UBS e da Jane Street no universo dos ETF HYPE não é um acidente de percurso. Insere-se numa dinâmica mais ampla em que a finança tradicional procura expor-se à DeFi sem assumir os riscos operacionais diretos — contratos inteligentes, carteiras digitais, riscos de protocolo.
Para a Hyperliquid, esta validação institucional representa uma alavanca de credibilidade de grande peso. Um protocolo cujo token é detido por mesas de negociação de primeira linha e por gestoras de ativos regulamentadas beneficia de um sinal de legitimidade que poucos projetos DeFi alcançaram com tanta rapidez.
A questão que se coloca agora: outras firmas vão juntar-se a este movimento à medida que os ETF HYPE ganham liquidez e volume de ativos sob gestão? Os próximos relatórios de detenção — esperados para o final do terceiro trimestre de 2025 — darão uma resposta concreta a esta dinâmica ainda emergente.
Ariela é uma das principais redatoras de notícias publicadas diariamente na InvestX. Com 8 anos de experiência em redação, escreve diariamente sobre os temas mais relevantes e impactantes do mercado de criptomoedas.
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